Será que a tecnologia poderá roubar seu emprego num futuro próximo?

Será que a tecnologia poderá roubar seu emprego num futuro próximo?

Será que a tecnologia poderá roubar seu emprego num futuro próximo?

Nossa sociedade já viu diversas mudanças no seu comportamento relacionadas ao surgimento de novas técnicas e tecnologias, a isso, respondendo à pergunta é que: provavelmente sim! Você provavelmente terá seu trabalho roubado pela tecnologia.

A temerosa indagação que vem martelando as mentes dos profissionais da atualidade sobre a possibilidade de perderem seus empregos para as novas tecnologias já possui uma resposta: provavelmente sim! Você provavelmente terá seu trabalho roubado pela tecnologia.

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No princípio éramos, em praticamente uma totalidade, nômades, porque quando acabava a comida do nosso acampamento precisávamos ir até um outro local com alimentos. Ante esse inconveniente, desenvolvemos a agricultura e com isso passamos e ter residência fixa principalmente próxima aos rios.

Com o tempo, desenvolvemos também técnicas que nos permitiam levar água a outros lugares e não precisávamos mais necessariamente estar nas encostas de rios. Para a agricultura, precisava que alguém se ocupasse exclusivamente em adquirir conhecimentos na área para empregá-la da melhora forma possível. Com isso, surgiram novas demandas de força de trabalho.

Em eventos posteriores, durante a Revolução Industrial, diversos empregos foram automatizados e novas técnicas de produção foram empregadas. Neste momento, precisou de que alguém se ocupasse exclusivamente em adquirir conhecimentos para manutenção de máquinas, bem como em otimizar os processos já adotados, gerando também novas demandas e novos desafios.

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Todas essas revoluções tiveram algo em comum, trazendo a necessidade de novos conhecimentos e atividades. Nós vivemos mudanças bruscas no uso de tecnologias, como a inteligência artificial. Há pesquisas extremamente avançadas no uso de carros autônomos; é só questão de tempo para implementarmos uma versão totalmente funcional e esta ser seu novo Uber. A diferença do momento em que estamos é que a tecnologia não substitui mais apenas trabalhos manuais, mas também pode substituir trabalhos intelectuais.

 Com o uso de tecnologias cada vez mais poderosas em realizar bilhões de cálculos por segundo, é cada vez mais comum os estudos e as aplicações destas tecnologias em trabalhos mais especializados. Hoje em dia temos algoritmos extremamente capacitados em realizar o trabalho de advogados, por exemplo. Para termos uma ideia, analisemos de forma macro uma atividade comum de defesa realizada por esse profissional. Ele recebe uma demanda de uma situação a ser defendida perante o júri.

Após recebê-la, ele utiliza seu conhecimento prévio constitucional, bem como realiza buscas na constituição de forma a obter uma abordagem de defesa legal e assertiva. Um algoritmo pode fazer isso em segundos! Uma vez que se receba um input de uma situação, ele pode fazer uma pesquisa a toda a legislação e decisões prévias em pouquíssimo tempo, retornando assim uma estratégia a ser tomada pelo advogado.

O mesmo pode acontecer com a medicina. Nosso genoma contém cerca de 3,2 bilhões de letras de código de DNA; um algoritmo pode analisar isso em questão de segundos e trazer nossas possíveis patologias nesse mesmo tempo. Esta análise alinhada a dados de monitoramento de saúde provenientes de dispositivos como o Apple Watch por exemplo, nos permite obter um diagnóstico bastante preciso vindo de um sistema de algoritmos.

Isso significa que não teremos mais empregos para nós, humanos? Não necessariamente, mas temos que ter algo em mente: o futuro precisará de pessoas mais criativas e humanas do que nunca, independente do seu ramo de atuação.

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Se você é um engenheiro, advogado, médico, vendedor, economista, empreendedor ou tem qualquer outra ocupação, terá que ser mais criativo e analítico ao realizar seu trabalho e não apenas mais um médico que, de forma automática, receita mais um remédio para virose, por exemplo. Você terá que ser mais humano e empático para entender bem o seu cliente, pois o seu trabalho mais técnico e analítico a máquina já faz melhor que você.

O exercício de habilidades empáticas, a comunicação não violenta, os conhecimentos humanos e comportamentais serão ferramentas básicas para o profissional do futuro de qualquer âmbito, pois essas habilidades, muitas vezes subjetivas, não serão praticadas pelas máquinas, ou ao menos não serão seu foco.

Além disso, teremos que nos preparar para um mercado cada vez mais competitivo com máquinas e humanos. De toda forma podemos iniciar já a ter estas ferramentas humanas e empáticas, e isso posso dizer por experiência própria, pois mesmo trabalhando na área de tecnologia da informação e sendo um engenheiro de computação, exercitar estas habilidades e ferramentas humanas e de empatia me trazem um diferencial competitivo essencial.

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