O poder da empatia

A empatia é a capacidade psicológica de sentir o que alguém sentiria em determinadas situações, como por exemplo, quando alguém perde o emprego ou quando algum ente querido falece, essa habilidade nos permite ser mais tolerantes com as pessoas, e nos ajuda a compreender alguns dos seus comportamentos e crenças.

 

compreender alguns dos seus comportamentos e crenças.
Para que possamos ser empáticos com alguém precisamos de um conjunto de informações prévias que podem ser obtidas de diferentes formas, a principal é quando nós vivenciamos uma experiência semelhante e buscamos nessas memórias as emoções, sentimentos e pensamentos que nos afetaram.
Outra forma de buscarmos sermos empáticos com alguém é com dados secundários, quando aprendemos sobre aquela situação por meio de reportagens, pesquisas demográficas, entrevistas ou qualquer outro meio de obtenção de informação, e esse conhecimento se torna parte da nossa bagagem de experiências e nós permite a conexão com a historia de outra pessoa.
 Por exemplo, podemos nos conectar com a história dos povos indígenas através de reportagem, entrevistas e de atividades culturais desses povos, passamos a entender o significado da terra, a ligação deles com seus ancestrais e entendemos o que significou a construção de belo monte e a necessidade de realocar essa população em uma nova região, e a comoção nacional com os protestos e as hastags no período de desapropriação, toda essa movimentação foi possível pela conexão que a empatia cria entre as pessoas.

Ser empático demanda esforço, tentar se colocar no lugar de uma outra pessoa é uma experiência mental difícil. Porém quando conseguimos cruzar essa ponta temos uma compreensão maior sobre o que motiva os outros a agirem como agem, a acreditar no que acreditam, quanto mais aprendemos sobre um determinado grupo social, suas subculturas, as crenças comuns, a linguagem falada e corporal, mais fácil se torna sermos empáticos com essas pessoas.
O grande desafio da empatia é irmos além da nossa própria comunidade. Quando estamos entre os nossos, pessoas que fisicamente se parecem conosco, que compartilham crenças generalistas parecidas, valores parecidos, que compartilham os nossos espaços, é mais fácil ser empático e também e mais fácil construir muralhas que nos isolem das outras comunidades. Ter acesso a espaços onde a diversidade é fomentada e abertura para o novo é importante para a construção da empatia.
Quando se busca desenvolver a empatia é preciso saber que isso gera incômodo, é desconfortável, significa sair da nossa zona de conforto, do nosso espaço seguro e nos colocarmos de forma vulnerável em novos espaços, significa colocar nossas certezas em cheque e tentar validade nossas crenças pessoais perante a realidade. Por outro lado também significa poder apreciar a complexidade do mundo e das relações humanas, ampliar a nossa própria percepção, entender novas formas de se fazer aquilo que conhecemos e conhecer novas crenças, novos valores e novas pessoas, significa estar disposto a enriquecer a nossa visão de mundo.
Ser uma pessoa empática não é mudar de opinião sempre que algo novo acontece, mas é entender como as nossas crenças foram criadas, e como dentro dessas crenças podemos abarcar novas possibilidades, é estar aberto a aprender com os outros e sobre os outros, não é sobre abandonar quem somos mas entender como nos tornamos quem somos.

Reginaldo Pacheco
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